A Abbott informa que está disponível no Brasil a formulação para uso pediátrico do principal inibidor de protease (IP) da companhia, Kaletra ® (lopinavir/ritonavir), com menor concentração dos princípios ativos. Os comprimidos contêm 100mg de lopinavir e 25mg de ritonavir, enquanto que a concentração do comprimido original, de uso adulto, é de 200mg de lopinavir e 50mg de ritonavir.
Estima-se que 2,1 milhões de crianças vivem com HIV/AIDS em todo o mundo. Atualmente o comprimido com menor concentração está aprovado em 120 países, entre Europa, África, Ásia, América Latina e América do Norte. A Abbott pretende receber a aprovação desta versão do medicamento nos 155 países ao redor do mundo, onde a versão para adultos já é aprovada.
O comprimido de Kaletra com concentração reduzida proporciona novos benefícios para crianças infectadas pelo HIV, não disponíveis nas versões anteriores (comprimidos adultos, cápsula gelatinosa ou solução oral), facilitando a administração do medicamento, sem prejuízo da eficácia.
o O comprimido de baixa concentração é mais fácil de ser administrado às crianças do que a solução oral
o Pode ser administrado com ou sem alimentação, o que dá aos pacientes maior flexibilidade para seguir o tratamento – as versões em cápsula gelatinosa ou solução oral devem ser administradas com alimentação.
o Não requer refrigeração – diferente da formulação em cápsula gelatinosa ou solução oral, as quais requerem refrigeração. A nova apresentação do Kaletra pode ser armazenado a temperatura ambiente.
"HIV/AIDS continua provocando um efeito devastador em milhões de crianças ao redor do mundo, especialmente para aquelas que vivem em regiões com recursos limitados”, afirma a médica Clarice Sztajnbok, diretora médica da Abbott Brasil. “A nova formulação, de menor concentração, é outro exemplo do contínuo compromisso da Abbott em trazer avanços no tratamento e assistência à comunidade que vive com HIV”.
A Organização Mundial de Saúde recomenda lopinavir/ritonavir como tratamento preferencial para crianças que não mais respondem a outros tratamentos antirretrovirais. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomenda Kaletra para o tratamento inicial de crianças com HIV ou para crianças já tratadas anteriormente com outros medicamentos antirretrovirais.