25/06/2010
Abbott e Neurocrine Anunciam Acordo Global para Desenvolvimento e Comercialização de Elagolix para o tratamento de endometriose

Fonte: Abbott

A Abbott e a Neurocrine Biosciences acabam de anunciar acordo de colaboração para desenvolver e comercializar elagolix para o tratamento da dor causada pela endometriose. Elagolix é o primeiro antagonista liberador do hormônio gonadotrofina (GnRH) de uso oral, cujos estudos de fase 2b sobre seu uso em endometriose foram recentemente completados. Além de aplicação em endometriose, elagolix vem sendo avaliado para o tratamento de fibróides uterinas.

“Uma ampla análise clínica e pré-clínica com elagolix sugere que este medicamento pode representar um importante avanço para mulheres com endometriose e fibróide uterina, condições altamente prevalentes, mas carentes de novos tratamentos”, afirmou Dr. John Leonard, vice-presidente sênior de desenvolvimento e pesquisa de produtos farmacêuticos da Abbott.  “Este acordo reforça o pipeline de último estágio da Abbott, com potencial para novos compostos em estágio inicial de desenvolvimento”.

Pelos termos do acordo, a Abbott terá direitos exclusivos mundiais de desenvolver e comercializar elagolix e todas as futuras gerações de antagonistas GnRH, para a saúde do homem e da mulher.  A Abbott fará um pagamento adiantado de US$ 75 milhões e irá financiar todas as atividades contínuas de desenvolvimento. A Neurocrine poderá receber pagamentos adicionais de aproximadamente US$ 500 milhões da Abbott quando as metas de desenvolvimento, regulatórias e comerciais forem alcançadas, assim como no caso de determinadas despesas internas, além de pagamentos de royalties sobre quaisquer vendas futuras.  

"Estamos satisfeitos em ter uma das mais admiradas empresas como nossa parceira no desenvolvimento de nosso portfólio completo de GnRH, com indicação tanto para saúde do homem quanto da mulher”, afirmou Kevin Gorman, presidente e principal executivo da Neurocrine Biosciences. "A Abbott compartilha de nossa visão de longo prazo para elagolix, e, juntas, esperamos trazer esta nova e importante opção de tratamento para pacientes de endometriose fibróide uterina”. 

Elagolix inibe os receptores do hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH) na glândula pituitária e reduz, basicamente, os níveis de hormônios sexuais em circulação. Elagolix tem um perfil que permite a supressão parcial de estrogênio e mantem estradiol em níveis de baixo a normal, o que reduz a dor, ao mesmo tempo em que evita perda óssea significativa ou outros efeitos adversos que em alguns casos pode ser associada com a supressão excessiva de estrogênio.  Em estudos de Fase II, elagolix tem demonstrado ser eficaz na redução da dor associada à endometriose.  Até o momento, elagolix tem sido estudado em 18 estudos clínicos que totalizam mais de 1.000 teses. 

Sobre Endometriose e Fibróide Uterina

A endometriose está associada a uma série de sintomas, sendo os mais comuns a dor na menstruação (dismenorreia) e também dor pélvica crônica durante todo o ciclo menstrual e infertilidade. A Fundação Mundial de Pesquisa de Endometriose estima que existam cerca de 100 milhões de mulheres em todo o mundo que sofrem de endometriose. Com o gasto anual no tratamento da dismenorreia e a perda de produtividade causada pela dismenorreia de aproximadamente US$ 4.000 por paciente, o impacto financeiro direto e indireto causado pela endometriose deve ultrapassar os US$ 20 bilhões somente nos Estados Unidos. 

A fibroide uterina é tumor benigno que se forma na parede do útero. É o tipo mais comum de tumor na pélvis da mulher e mais comum em mulheres de 30 a 40 anos de idade. Apesar de algumas mulheres não apresentarem sintomas, dependendo do tamanho, localização e número de tumores, a fibroide uterina pode causar forte sangramento menstrual, pressionar a bexiga e o reto e causar dor e náusea. Os sintomas também podem incluir aborto e infertilidade. Dependendo dos sintomas, o tratamento pode ser cirúrgico.
 

Esclarecimento
A área Empresas em Foco publica notícias elaboradas e enviadas pelas empresas filiadas ao Sindusfarma; seu conteúdo é de exclusiva responsabilidade das empresas e não reflete anuência nem posições ou opiniões da entidade.