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Sindusfarma fará recesso entre 24/12 e 02/01

Como tradicionalmente acontece, o Sindusfarma fará uma breve interrupção em suas atividades regulares entre 24 - 31 de dezembro, voltando ao seu expediente normal a partir de 3 de janeiro (segunda-feira).

Desejamos a todos Boas Festas e Feliz Ano Novo!

 
15/07/2010
Referência na indústria
Veículo: Revista do Farmacêutico
 
Jornalista: Renata Gonçalez
 
Como quase toda criança, o menino Lauro ficava angustiado cada vez que ficava doente. Tomar injeções e ingerir medicamentos com gosto amargo eram motivos de pesadelo para o garoto. A década era a de 1940, e a pouca ou nenhuma infraestrutura sanitária presente em praticamente todas as cidades brasileiras se refletia em doenças que afetavam toda a população – em especial as crianças.
A situação não era diferente em Bariri, município da região de Bauru, no interior do Estado. Foi ali que o destino quis que o pequeno Lauro conhecesse Osório Zafalon, na época um oficial de farmácia a quem os pais do menino recorreram quando ele foi acometido por duas graves doenças: bócio e malária.
 
“Para me distrair e tentar amenizar o pavor que tinha de injeções, ele me falava com entusiasmo sobre os medicamentos, e da importância de ter profissionais qualificados para atender e cuidar da saúde dos pacientes” relembra o Prof. Dr. Lauro Moretto, hoje vice-presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), referência em diversos temas que envolvem o setor e autor de mais de 40 livros sobre as Boas Práticas na Fabricação de Medicamentos.
As palavras de Osório Zafalon o marcaram profundamente, e definiram sua trajetória profissional. Já na adolescência, ele deixou Bariri para viver na capital, onde pretendia cursar o colegial (hoje ensino médio). Encantou-se por Química, mas acabou optando por Farmácia no vestibular da USP, pois além de as provas estarem marcadas para o mesmo dia e horário, precisava trabalhar durante o dia, e o primeiro curso só era oferecido no período matutino.
 
“Naquela época (início da década de 1960), quase não havia farmacêuticos, tanto que ainda na faculdade consegui um emprego como assistente de microbiologia”, conta. Na década seguinte cursou mestrado em Tecnologia Químico-Farmacêutica, também pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Nos anos 80, pela mesma instituição, o Prof. Dr. Lauro Moretto tornou-se doutor em Ciências dos Alimentos. Nada mal para alguém que afirma ter sido um aluno “medíocre”, com dificuldades de tirar boas notas.
 
Contribuições
 
Às experiências como docente somou-se a carreira dedicada à indústria farmacêutica iniciada na década de 1970, passando por empresas como Johnson & Johnson’s, Instituto De Angeli e Boehringer Ingelheim. No decorrer desta trajetória, foi o farmacêutico responsável pelo início da fabricação de uma das primeiras pílulas anticoncepcionais introduzidas no Brasil, e desenvolveu um adoçante à base de aspartame em gotas para uma famosa marca.
 
Mas foi pensando na rejeição das crianças em relação a alguns medicamentos, devido ao sabor pouco agradável que as preparações farmacêuticas podem apresentar, que o Prof. Dr. Lauro elaborou outras formulações específicas.
 
“Uma delas foi um antibiótico à base de sulfa no sabor tutti-frutti para uso pediátrico, o que em muito contribuiu para que os pacientes aderissem ao tratamento. Muitas mães e pediatras ficaram gratos com isso”, diz Moretto, cheio de satisfação. “Todo farmacêutico, não importa em que área atue, tem de estar a serviço das pessoas, e comprometido com a qualidade de vida delas”.
 
Em analogia ao trabalho que realiza no Sindusfarma, complementa: “Sou igualmente feliz porque hoje contribuo para que as empresas implementem a legislação que têm de cumprir. Assim todos crescem”.